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Real Madrid e Bayern de Munique: o clássico dos clássicos europeus

Fotos: Getty Imagens e AFP/Reprodução, montagem Meu Madrid
No frigir das bolas (ou das bolinhas), seremos testemunha de mais um confronto entre dois clubes que, juntos, somam 16 títulos de Liga dos Campeões, muita história a ser contada, e parecem destinados e encontrar-se nas fases mais decisivas da maior competição europeia de clubes. Ao todo, 22 partidas, sendo 10 enfrentamentos de ida e volta e este cartel de respeito:

2013/14 - Semifinal
Real Madrid 1 x 0 Bayern
Bayern 0 x 4 Real Madrid
(5 x 0 para o Real Madrid)

2011/12 - Semifinal
Bayern 2 x 1 Real Madrid
Real Madrid 2 x 1 Bayern 
(3 x 3 e vitória do Bayern nos pênaltis)

2006/07 - Oitavas de final
Real Madrid 3 x 2 Bayern
Bayern 2 x 1 Real Madrid 
(4 x 4 e Bayern classificado no critério dos gols fora de casa)

2003/04 - Oitavas de final
Bayern 1 x 1 Real Madrid
Real Madrid 1 x 0 Bayern 
(2 x 1 para o Real Madrid)

2001/02 - Quartas de final
Bayern 2 x 1 Real Madrid
Real Madrid 2 x 0 Bayern 
(3 x 2 para o Real Madrid)

2000/01 - Semifinal
Real Madrid 0 x 1 Bayern
Bayern 2 x 1 Real Madrid
(3 x 1 para o Bayern)

1999/00 - Semifinal
Real Madrid 2 x 0 Bayern
Bayern 2 x 1 Real Madrid 
(3 x 2 para o Real Madrid)

1999/00 - 2ª fase de grupos
Real Madrid 2 x 4 Bayern
Bayern 4 x 1 Real Madrid

1987/88 - Quartas de final
Bayern 3 x 2 Real Madrid
Real Madrid 2 x 0 Bayern
(4 x 3 para o Real Madrid)

1986/87 - Semifinal
Bayern 4 x 1 Real Madrid
Real Madrid 1 x 0 Bayern 
(4 x 2 para o Bayern)

1975/76 - Semifinal
Real Madrid 1 x 1 Bayern
Bayern 2 x 0 Real Madrid 
(3 x 1 para o Bayern)

Recordar é viver...


Como chega o Real Madrid?

Líder do Campeonato Espanhol com 72 pontos, 3 a mais que o 2º colocado Barcelona (e um jogo a menos), a equipe madrilenha entrou de cabeça nesse mês de abril com uma sequência de grandes e decisivos jogos para as aspirações na temporada. Pela Champions League, a campanha dos comandados de Zidane desenvolveu-se com uma vice-liderança do seu grupo atrás do outro titã alemão Borussia Dortmund, um enfrentamento de oitavas de final contra bom um Napoli, que diante das dificuldades futebolísticas vividas no jogo da volta o Madrid decidiu por meio da bola parada protagonizada por Toni Kroos e Sergio Ramos, um dos argumentos mais sólidos e decisivos de toda a Europa.

Indo além da frieza dos resultados puros (que sim, na maioria das vezes são favoráveis), o Real Madrid de 2017 tem se baseado em uma irregularidade futebolística que merece menção e deixa um alerta importante no momento de enfrentar os maiores rivais. Por mais que, por outro lado, desde que Zidane tornou seu este time, o mesmo tem correspondido nos dias mais esperados e merece a confiança para tal. A fase anterior da UCL é sintomática nesse sentido, com um Madrid dominante no jogo de ida em casa, mostrando um potencial futebolístico alcançável por pouquíssimos times, e outro dominado pelo Napoli até decidir por meio da pontualidade do que já foi dito anteriormente, contragolpeando mal, deixando Casemiro "vendido" defensivamente em sua demarcação em não poucas ocasiões.

Entrando em mais precisamente em nomes, o momento de jogadores importantes como Keylor Navas, Luka Modric e Gareth Bale preocupam a nível competitivo. Bem como, durante o dérbi desse fim de semana, a lesão e consequente desfalque de Pepe (o zagueiro merengue mais regular "como zagueiro" dos últimos anos) é uma lástima visando conter Lewandowski, um dos centroavantes mais em forma na atualidade.

Como notas positivas, pode-se dizer que Cristiano Ronaldo chega em boa forma física e com boas atuações, mesmo já não mantendo aquele rendimento semanal de "Bola de Ouro" com números estratosféricos que mal, e bem, acostumaram os torcedores merengues. Um Karim Benzema que, de semanas pra cá, tem tomado para si o protagonismo das ações ofensivas de sua equipe, se move por todas as partes do campo adversário, ativando companheiros, melhorando as jogadas, silenciosamente tornando menos caótico o que poderia ser mortal pelo mau estado de Modric e Bale, que são pilares para quem almeja um novo título europeu. Um elenco rico em opções que, fora alguma pendência ou outra nessa gestão, se vê ativado pelas rotações de Zidane e corresponde com frequência quando é necessário.

Comemoração de mais um gol decisivo de Sergio Ramos na temporada
Foto: Reprodução/Mundo Deportivo

E o nosso rival?

O que não é uma novidade, o Bayern de Munique é o líder da Bundesliga. Com 10 pontos à frente do RB Leipzig, seu perseguidor mais próximo, e vindo de uma goleada de impacto por 4 x 1 sobre o Dortmund no clássico do sábado passado, liderada pelo já eterno Arjen Robben. Na Europa, a 2ª colocação no grupo que teve como "campeão" o Atlético de Madrid lhe fez encontrar-se com o Arsenal na fase de oitavas, com 5 x 1 nos dois jogos e saldo de 10 x 2, em uma eliminatória explicada pela pontualidade bávara quando foi o caso de aproveitar os problemas da equipe de Londres (entre lesão, expulsão, desconexão...).

Em uma temporada onde os gigantes demonstram uma queda em nível futebolístico, fazendo com que as fases decisivas dessa Champions nos pareçam mais abertas para vermos resultados que seriam menos prováveis em outros tempos, o Bayern não foge à regra e também é um exemplo de irregularidade jogo a jogo dentro do seu contexto. Após os três anos de comando da parte de Pep Guardiola (que apesar dos todos os méritos, não alcançou o título europeu, caindo em todas para os grandes espanhóis na semifinal), Carlo Ancelotti chegou implantando ideias menos impactantes que as do seu antecessor, devolvendo os laterais para os lados do campo, tendo o 4-2-3-1 como esquema-base, abrindo mão da posse da bola quando julga interessante... entre outros pontos que determinados jogadores importantes da equipe estão respondendo bem a eles.

Hoje, o futebol da equipe bávara está girando em torno da liberdade concedida a Thiago Alcântara jogando entre as linhas rivais, mais próximo ao gol do que antes, desequilibrando com jogadas decisivas, contribuindo na gestão do jogo coletivo e aparentemente mais pronto para maiores desafios no que pode se confirmar como a melhor fase de sua carreira. Também pelos passes açucarados do hispano-brasileiro, está Lewandowski, marcando mais gols do que nunca, com mais espaços para correr, mover-se e dar o melhor de si em um sistema mais propício para as suas melhores características. Além, é claro, das últimas exibições que Robben e Ribéry ainda podem proporcionar a essa altura de suas carreiras.

Assim como no caso de Pepe no Real Madrid, a perda do zagueiro Hummels é uma baixa bastante considerável tendo em vista o poder de fogo merengue. As dúvidas em torno do estado físico de Neuer (operado no pé recente), Müller e o próprio Lewandowski (com problemas no ombro) também devem ser consideradas. E como elenco, por mais que esteja entre os melhores do mundo, não chega a alcançar o mais alto nível merengue nem há um modelo de jogo que esteja pronto para ativar mais peças do mesmo.

O Bayern 2016/2017 passa pelos pés de Thiago Alcântara
Foto: Reprodução/90mins

O amigo de ontem é o inimigo de hoje

Carlo Ancelotti e Xabi Alonso. Dois nomes que já estiveram do lado de cá, ganhando títulos e sendo marcados na história do maior vencedor de Ligas dos Campeões da Europa. Dizem que o mundo gira, não só literalmente desde questões astronômicas. E no mundo do futebol, as coisas não são diferentes.

O mestre italiano, exalando experiência e tranquilidade pelos seus poros, comandou o Real Madrid por duas temporadas, conquistando "La Décima", a taça mais marcante para toda uma geração de torcedores madridistas e talvez a mais famosa - das agora onze - mesmo antes de ser uma realidade na sala de troféus do clube.

O volante basco, símbolo de classe, ordem e efetividade, pilar merengue enquanto aqui jogou, e também campeão europeu em 2014 com uma das melhores atuações daquela semifinal contra o Bayern, está em sua última temporada como jogador profissional. Buscando o que seria um grande desfecho para a sua honrosa carreira.

Foto: Reprodução/Yahoo Esportes

Está chegando a hora...

Quarta-feira, exatamente às 15h45 no horário de Brasília (com transmissão do Esporte Interativo para o Brasil), os olhos do futebol estarão concentrados na Allianz Arena - com todos os respeitos à outra partida simultânea da mesma competição- acompanhando o que me dou o direito a chamar de confronto europeu por excelência.

Prováveis escalações:

Real Madrid: Keylor Navas; Carvajal, Nacho, Ramos e Marcelo; Casemiro, Kroos e Modric; Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo.

Bayern de Munique: Neuer; Lahm, Boateng, Javi Martínez e Alaba; Xabi Alonso e Vidal; Robben, Thiago e Ribéry; Lewandowski.
Real Madrid e Bayern de Munique: o clássico dos clássicos europeus Real Madrid e Bayern de Munique: o clássico dos clássicos europeus Publicadas por Charlie Vianna em abril 11, 2017 Mais 5