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Lendas madridistas: Raymond Kopaszewski, o Kopa




Nascia em 13 de outubro de 1931, em Nœux-les-Mines, na França, Raymond Kopaszewski. O nome pode soar estranhamente para você, mas que tal exemplificarmos a grafia, trazendo para Raymond Kopa? Agora está mais associável não está? Pois bem, este era o filho de imigrantes poloneses que sairia de um trabalho árduo junto do seu pai por invalidez e por sorte, conheceu os caminhos do futebol aos dezoito anos de idade. E que sorte, não só daqueles que viviam na época para apreciar um novo craque que estava a caminho, mas sorte também, do futebol em ter o prazer de ter Kopa desfilando seu talento nos gramados dos anos 50 e 60.

Destro, habilidoso, baixinho e muito coeso, Raymond mostrou seus primeiros passos através da Federação Francesa de Futebol, na qual fazia espécie de “peneira” e o jovem polaco chegou as finais, mas ainda havia ressalvas dos jurados por sua dupla cidadania e sua altura (1,67m), no entanto, conseguiu superar as expectativas e chamou a atenção dos Angers, onde assinaria seu primeiro contrato profissional em 1949. Não demorou para o meia-atacante na época, demonstrar que era diferenciado pela sua destemida investida contra os times franceses, os passes e suas assistências o credenciavam para que se tornasse um grande jogador.

INICIO PROMISSOR DE UM GRANDE CRAQUE

Após dois anos, em 1951, o Stade de Reims contratava Kopa para se juntar ao trio René Bliard, Robert Jonquet e Léon Glovacki na tentativa de domínio no campeonato francês, onde se consagraria campeão em 1953. A sua rápida adaptação ao time o levou para a Seleção Francesa que fracassaria na Copa do Mundo de 1954, mas o jogador terminaria a mesma temporada com uma campanha vitoriosa pelo Reims conquistando o título francês de 1955.

Na ocasião, o segundo título da Ligue 1 serviu para que o Reims disputasse a Copa dos Campeões representando a França – hoje tradicionalmente conhecida como Liga dos Campeões da Europa – na temporada de 1955/56. Com méritos e ajuda de Kopa, o time francês chegou a decisão do torneio e enfrentaria o Real Madrid – seu futuro clube, mas isso a gente conta logo mais –. Na decisão, acabou prevalecendo a eficiência madridista que ficou com o título.

(Foto: Arquivo/Real Madrid C.F)

A MUDANÇA PARA O SUCESSO

Mais adaptado ao futebol e crescendo gradativamente nos tempos de Stade Reims, o então baixinho e habilidoso Kopa, entraria na rota de colisão do Real Madrid e de seu presidente Santiago Bernabéu, que afirmava com todas as letras que o meia-atacante era o que faltava para completar o seu projeto. E não é que o presida estava certo mesmo?! A contratação de Raymond pelo Real Madrid foi um tanto quanto curiosa. O acerto entre as equipes do Reims e do Real Madrid aconteceria dias antes da final da Copa dos Campeões que seria justamente disputada pelas mesmas equipes em 1956, como citado nos parágrafos acima.

No clube da capital espanhola, Kopa iniciou sua fase mais brilhante, mesmo trocando de posicionamento, já que o dono da posição era nada mais, nada menos do que Alfredo Di Stéfano. Sendo assim, o meia-atacante teve que deslocar-se para a ponta-direita, o que acabou fazendo com imensa maestria, uma vez que era dono de uma magnífica finta curta e uma grande inteligência em campo, o que acabou lhe rendendo o apelido de: Napoleão das fintas. Tornou-se o dono da ala direita de um Real Madrid que iria dominar a Europa por preciosos anos, já que ao seu lado, além de Di Stéfano, ainda tinha para contribuir com o sucesso da equipe Héctor Rial, Ferenc Puskas e Francisco Gento. “Seria impossível de calcular”, brincava o francês sobre o valor do quinteto que o Real Madrid possuía.

Esquadrão merengue que dominaria a Europa nos anos 50.
(Foto: Arquivo/Real Madrid C.F)

Não demorou muito para o quinteto engrenar e conquistar diversos títulos que ali estavam por vir. Nas três épocas que fez pelo Real Madrid, Raymond Kopa ganhou sempre a máxima competição europeia de clubes (1956/57, 1957/58, 1958/59, 1959/60), além dos dois campeonatos espanhóis (1957 e 1958) e uma Taça Latina (1957). Os gols – 30 nos 101 jogos realizados –, as fintas e os cruzamentos para a área do francês foram decisivos para a obtenção de seis troféus. Seu momento máximo aconteceu quando foi nomeado para a conquista da a Bola de Ouro da France Football como melhor jogador europeu, em 1958. Em toda sua vida, o meia ressaltou que viveu seu melhor momento na carreira vestindo a camisa merengue. “Os três anos que passei foram inesquecíveis. A melhor fase da minha vida. Vim para a equipe número um da Europa”.

A VOLTA A FRANÇA E O SEU GRANDIOSO ADEUS

Nos anos 60, voltou ao Reims onde disputaria mais sete temporadas com a camisa dos Les rouges et blancs e conquistaria mais dois troféus franceses (1960 e 1962), além de uma segunda divisão francesa em 1966. Sua carreira acabou declinando após o seu filho ser diagnosticado com leucemia e vir a falecer e suas lesões atribuíram para que sua carreira aos poucos fosse chegando ao fim. Raymond Kopa encerrou a carreira em 1967, após conseguir o título da Segunda Divisão Francesa pelo Reims, que vivia decadência financeira na época.

Uma das suas últimas aparições em público foi na partida entre Real Madrid e Granada em janeiro pelo Campeonato Espanhol, onde no gramado do Santiago Bernabéu, participou ao lado de Figo, Ronaldo e Zidane de uma pequena cerimônia de entrega de mais uma Bola de Ouro conquistada por Cristiano Ronaldo. Um dos maiores jogadores do futebol europeu e da França, além de ser um dos máximos ídolos da vasta lista de estrelas do Real Madrid, Raymond Kopa, aos 85 anos de idade, veio a falecer em 3 de março de 2017, após complicações em seu estado de saúde.

Kopa pisaria pela última vez no Santiago Bernabéu em janeiro de 2017.
(Foto: Reprodução/Angel Martinez/Real Madrid C.F/Getty Images)
Lendas madridistas: Raymond Kopaszewski, o Kopa Lendas madridistas: Raymond Kopaszewski, o Kopa Publicadas por Vinicius Costa em agosto 30, 2017 Mais 5